Brazilian currency
(Pollyana Ventura/Getty Images)

Em um cenário de maior competição bancária com a chegada do open banking, que permitirá que os clientes autorizem o compartilhamento de seus dados com instituições financeiras, os grandes bancos deverão usar o crédito como “escudo” para a ofensiva das fintechs sobre seus clientes. Dinheiro, as grandes instituições já têm: os ativos totais das cinco gigantes do mercado – Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – chegam a R$ 7 trilhões. Agora, chegou a hora de aplicar tecnologia e inovação no negócio, para garantir uma “sintonia fina” nas liberações.

Além dos desafios tecnológicos, incluindo a conexão entre as instituições financeiras para o compartilhamento desses dados, os bancos terão de definir o nicho em que são mais competitivos, diz o diretor da área bancária da consultoria alemã Roland Berger, João Bragança. “As ofertas de crédito precisam ser customizadas, e o desafio será esse. Serão necessárias escolhas”, diz. Um dos pontos-chave, para Bragança, é o foco na faixa de clientes na qual o crédito é um trunfo: a renda média, que precisa de financiamentos para automóveis e residências, por exemplo.

“Os bancos precisam olhar para suas fortalezas, os nichos que alcançam e trabalhar esses segmentos. Terão de olhar para cada segmento, tomar essas decisões estratégicas e brigar para preservar a base de clientes”, frisa Bragança. É necessário que os bancos se preparem para um contexto de maior concorrência para não perder dinheiro para as fintechs.

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