Apartamento mobiliado pela Yuca (Divulgação)
Apartamento mobiliado pela Yuca (Divulgação)

SÃO PAULO – As “repúblicas” são residências onde diversas pessoas moram e dividem os custos. Essa é uma tentativa de reequilibrar o mercado imobiliário: moradores finalmente encontram uma moradia que cabe no bolso, enquanto o proprietário obtém liquidez em seu ativo.

Os fundadores da startup Yuca buscam levar a proposta do coliving para o mundo da tecnologia: reservas e atendimento são feitos digitalmente, com apartamentos já divididos e mobiliados. O pagamento de todas as contas é feito por um único boleto mensal.

Mesmo em um ano marcado pelo prolongamento de restrições ao convívio social, a Yuca pretende mais que quintuplicar o número de apartamentos sob gestão.

fundo imobiliário (FII). O YUFI11 captou R$ 40 milhões em novembro de 2020. Segundo Steinbruch, todos esses recursos já foram alocados e o fundo projeta um yield entre 8,5% e 9% ao ano. Os recursos foram divididos entre apartamentos compartilhados e os R$ 12 milhões para o primeiro full building da Yuca.

“Temos de gerar yield, então não podemos entrar em projetos de longo prazo. Optamos pelo financiamento de construção e já recebemos juros durante esse prazo. Depois, recebemos por unidades locadas a um preço anteriormente acordado. Vai de recebimento de juros para recebimento de aluguel”, explica Steinbruch.

A ideia da Yuca é fazer uma nova captação para ampliar a frente de prédios inteiros. “Buscamos pelo menos mais R$ 40 milhões para continuar nossos objetivos, mas ainda estamos testando com investidores. Queremos que o setor residencial tenha mais relevância no mercado brasileiro de fundos imobiliários”, diz Steinbruch.

A Yuca também está firmando parcerias com incorporadoras e fundos para gerir as unidades que funcionam como flats (NR). É o caso dos edifícios Diálogo Belém, Downtown Setin/Sé e Summit Pinheiros.

O Diálogo Belém marca o começo da estratégia de locações mais acessíveis. O preço atual dos aluguéis de quartos na Yuca vai de R$ 1.890 até R$ 4.960.

“Pouco mais da metade da demanda de locação em SP é de pessoas dispostas a pagar de R$ 1 mil a R$ 2 mil mensais. Nosso foco é criar moradia acessível e conectada aos centros urbanos e acessível, então vemos boas oportunidades na região central de São Paulo. Esse edifício no Belém é perto do metrô, com acesso fácil ao centro”, diz Steinbruch. “Nosso objetivo não é atender um nicho, mas ser a maior gestora residencial da capital paulista. Então, precisamos atender esse interesse da maioria dos locadores.”

Conheça o modelo de gestão que fez a XP crescer exponencialmente na última década, e como aplicá-lo no seu negócio. Assista à série Jornada Rumo ao Topo.



Fonte