Faixada do Softbank

SÃO PAULO – Empresas de tecnologia têm se destacado na Bolsa de Valores. No Brasil, temos casos como Enjoei (ENJU3) e Méliuz (CASH3). Esses negócios eram startups — organizações temporárias para criar empreendimentos escaláveis, inovadores e tecnológicos.

Antes de abrirem capital, as startups costumam passar por captações privadas com fundos de venture capital e private equity. Esses fundos filtram negócios que eventual chegarão ao mercado acionário aberto — e dois dos mais conhecidos no ramo são o General Atlantic e o SoftBank.

Esses fundos atuam com growth equity, segmento do private equity voltado a negócios em crescimento. O General Atlantic aportou em startups brasileira como Gympass, Hotmart, Kavak, Pague Menos, Quinto Andar e XP. Já o SoftBank Latin America Fund tem no portfólio negócios como Contabilizei, Creditas, Gympass, Kavak, Loft, Loggi, MadeiraMadeira, Olist, Petlove, Quinto Andar, Rappi, Volanty e VTEX.

Ebitda pensando daqui a 15 anos, então temos uma futurologia mais subjetiva”, explica Escobari.

A pandemia provocou incertezas em diversas aplicações financeiras. Para Passoni, o momento é bom para startups procurando aportes de venture capital e private equity. “Estamos perdendo startups para fundos que oferecem o dobro ou o triplo do valuation que estaríamos dispostos a considerar, avaliações muito superiores do que essas empresas conseguiriam em ofertas públicas.”

As ações de tecnologia foram valorizadas durante a pandemia, diante da necessidade de isolamento social. Segundo Passoni, esses fundos consideram que essa “exuberância da tecnologia” continuará por pelo menos dois ou três anos. O contexto econômico também favorece captações de investimento para as startups, que podem então reduzir o pagamento de prêmios pelo risco.

“Temos uma política fiscal e monetária global extremamente expansionista. Isso faz o custo real de capital se aproximar de zero, traduzindo-se em retornos menores do que antes por conta dos riscos do equity. Eu comecei vendo um cost of equity de 10%. Hoje, está entre 6% e 7%.”

Escobari afirma que essa euforia com o segmento de tecnologia tem histórico. “Na oferta pública inicial do Submarino [B2W, 2007], apenas um milhão de pessoas comprava online. Hoje temos amplo acesso à banda larga, cartões de crédito e inteligência artificial. Existe base e infraestrutura para uma revolução tecnológica e de produtividade. (…) Quem ganhou dinheiro nos últimos anos é quem tomou muitos riscos, em mercados como criptomoedas”, diz.

Porém, o copresidente do General Atlantic afirma também que estamos em um momento delicado, após grandes valorizações. “É o momento de respirar e entrar em modo de observação”, aconselha.

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