Dominique Oliver, CEO da Amaro (DIvulgação)
Dominique Oliver, CEO da Amaro (DIvulgação)

SÃO PAULO – A Amaro foi criada há nove anos, como um aplicativo para a compra de acessórios e roupas pelo celular. Até mesmo suas lojas físicas, inauguradas anos depois, têm computadores para que as clientes sempre façam seu pedido usando a internet. Essa aposta no e-commerce se provou acertada ao longo dos anos — especialmente diante da pandemia de Covid-19.

O próximo passo para a Amaro é ampliar seu catálogo de produtos, já que as compras online se espelharam por diversas categorias. Além de acessórios e moda, a fashiontech apresenta agora produtos de beleza; bem-estar, inclusive sexual; casa e decoração; e papelaria.

A estratégia será fundamental para a marca crescer seu faturamento em 50% ao longo de 2021, afirmou Dominique Oliver, CEO da Amaro, em entrevista ao InfoMoney.

O crescimento de compras por smartphone foi o maior contribuinte para o ano histórico do e-commerce. 55,1% das transações foram feitas por aparelhos móveis, somando R$ 45,9 bilhões em faturamento. É um aumento de 79% em relação a 2019, e de 176% em relação a 2018.

O futuro das lojas físicas: eficiência e reprecificação

O grande objetivo é que o marketplace verticalizado replique a experiência de descoberta comum às lojas físicas. “Em um marketplace horizontal, você sabe o que quer e já coloca no campo de buscas. Na Amaro, a ideia é que você entre em cada categoria e descubra marcas, como se passasse por prateleiras”, diz Oliver.

Como ficam as unidades feitas de tijolo e cimento nesse cenário? Um grande desafio de um marketplace que concentra a logística dos produtos é o estoque. Oliver afirma que, além do centro de distribuição original da Amaro, as lojas físicas também servirão como pontos de armazenamento do estoque próprio e de terceiros. A Amaro pretende manter as suas 16 lojas atuais, sem mais aberturas previstas pelo menos neste primeiro semestre de 2021.

“Nossas guide shops serão ainda uma extensão do e-commerce, ajudando na eficiência operacional do nosso modelo de marketplace verticalizado”, diz Oliver.

Mesmo assim, a Amaro continuará com o posicionamento de ter suas lojas em lugares nobres. Na cidade de São Paulo, as guide shops estão em bairros como Higienópolis, Jardins e Vila Olímpia.

“Preferimos ter uma área pequena de estoque e abastecida com frequência a abrir uma loja em local mais barato, mas mais distante. Vale também lembrar que os aluguéis serão reprecificados com base no novo normal, inclusive nas áreas nobres. Essa é uma conversa que já estamos tendo com os shopping centers.”

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