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SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta terça-feira (28) é movimentado. Além da nova proposta pela Oi móvel feita pela TIM, Vivo e Claro por R$ 16,5 bilhões, enquanto o BNDES confirmou ter aceitado a proposta da AES Corp. pela geradora AES Tietê. O resultado do segundo trimestre do Carrefour Brasil também movimenta o mercado. Confira os destaques:

TIM Participações (TIMP3), Vivo (VIVT4) e Claro

As operadoras Telefônica, TIM e Claro apresentaram nova proposta de R$ 16,5 bilhões pelos ativos móveis da Oi. Essa proposta, segundo comunicado das empresas, considera a possibilidade de assinar com o Grupo Oi contratos de longo prazo para uso de infraestrutura.

A nova oferta é uma reação à proposta feita pela Highline do Brasil, que tem o fundo Digital Colony como investidor, pelos ativos móveis da Oi. O preço mínimo pedido pelo Oi por esses ativos é de R$ 15 bilhões.

AES Tietê (TIET11) e Eneva (ENEV3)

A AHB Participações, acionista controlador da AES Tietê, venceu processo da BNDESPar para venda de sua participação na companhia, diz a AES Tietê em comunicado.

A companhia disse que recebeu correspondência da BNDESPar com a informação na noite de 27 de julho. O comunicado da AES Tietê não traz mais detalhes. A companhia diz que solicitará mais informações do acionista controlador e manterá o mercado informado.

Posteriormente, o BNDES informou que decidiu aceitar a oferta feita pela americana AES Corp pela sua fatia na AES Tietê. Com a venda para a AES, o banco vai embolsar R$ 1,27 bilhão e ficar com cerca de 9% da companhia ainda em mãos. Agora, a AES vai levar a Tietê para o Novo Mercado.

A reunião entre diretoria e conselheiros do banco avaliou a nova proposta da Eneva na segunda-feira, mas considerou o volume de caixa como essencial e o risco societário alto e um processo potencialmente moroso na proposta da companhia.

A outra concorrente era a Eneva, mas o banco de fomento teria que aceitar uma parcela menor em dinheiro.

Em fato relevante, na qual anexa a carta, a geradora informa apenas que manterá o mercado informado sobre os próximos desdobramentos, e não dá detalhes sobre valores.

No final da noite de ontem, após a AES Corp ameaçar retirar a sua oferta, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltou atrás na sua decisão de adiar a escolha do vencedor no processo de venda da sua fatia acionária na AES Tietê e decidiu passar as próximas horas para analisar as duas propostas que tinha em mãos, segundo informou o Estadão. A expectativa era de que o vencedor fosse anunciado ainda nesta madrugada.

Nas últimas horas desta segunda-feira, cresceu a tensão entre AES Corp, Eneva, BNDES e BR Partners, contratada para assessorar o banco no processo de venda. Uma das razões seria, segundo fontes, receio de que a venda para a Eneva levasse a uma judicialização, o que teria sido alertado por advogados do banco de fomento.

Latam Brasil

Pilotos da Latam Brasil rejeitaram proposta de acordo coletivo feita pela empresa em votação online organizada pelo Sindicato dos Aeronautas (SNA), que representa a categoria.

O percentual de votos contrários foi de 89,3% entre comandantes, 88,9% entre copilotos e 88,6% entre comissários. A votação ocorreu entre os dias 23 e 27 de julho.

Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o sindicato afirma que já informou o resultado à empresa e uma reunião foi agendada para esta terça.

Os pilotos aceitam uma redução temporária de jornada e salário por 18 meses, mas rejeitam a proposta da Latam de redução permanente na remuneração quando esse período acabar.

Carrefour Brasil (CRFB3

E na temporada de balanços, o Carrefour Brasil registrou um lucro líquido ajustado de R$ 713 milhões no segundo trimestre do ano, uma alta de 74,7% em relação ao igual período do ano anterior.

O Ebitda ajustado avançou 27,5% ano a ano, para R$ 1,42 bilhão. Já a margem chegou a 9%, 8,1% um ano antes. As vendas brutas, excluindo gasolina, aumentaram 18,3% no trimestre para R$ 17,3 bilhões. Leia mais clicando aqui. 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pediu à Cielo e ao Facebook esclarecimentos sobre um sistema de pagamentos via Whatsapp lançado no país em junho, mas depois bloqueado pelo Banco Central, incluindo o detalhamento das remunerações previstas para cada uma das partes.

Em documento, de 23 de julho, o Cade fez um pedido para que as empresas respondam aos questionamentos até 10 de agosto.

O Cade pediu detalhamento das “remunerações previstas para cada parte no contrato em apuração, especificando a finalidade e racionalidade econômica para estrutura de cada remuneração e taxa”.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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