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(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa registrou seu terceiro mês seguido de alta, mas que não conseguiu apagar a forte baixa do primeiro semestre de 2020, de 17,80%, atingido em cheio pela pandemia do novo coronavírus. Apenas 15 ações conseguiram fechar a primeira metade do ano com ganhos, enquanto 60 tiveram baixa. Delas, 5 ações caíram mais de 50%, enquanto 7 tiveram alta superior a 20%.

Como a maior queda, está a ação de uma empresa que, mesmo antes da pandemia com o coronavírus atingir seu auge, já sofria fortemente com diversas polêmicas em relação a suas operações. Trata-se do IRB (IRBR3), que viu seu papéis caírem 71,76% na primeira metade do ano – apenas na sessão desta terça-feira, considerada bastante importante por conta da divulgação de resultados, os papéis caíram 11,72%.

As polêmicas em que o IRB está envolvido começaram em fevereiro, quando a gestora Squadra contestou itens do balanço da companhia, sendo seguidas depois pela apresentação de informações falsas sobre a base de acionistas por parte da gestão anterior do IRB (que havia informado que a Berkshire Hathaway tinha adquirido os ativos da empresa, o que foi negado posteriormente), buscas na sede da empresa, investigação especial da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e informações de possíveis fraudes no pagamento de bônus no valor de R$ 60 milhões.

A companhia divulgou seus números do primeiro trimestre na noite da última segunda-feira, considerados abaixo do esperado ao mostrarem uma forte queda do lucro, para R$ 13,874 milhões, uma baixa de 92% quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando o montante foi de R$ 177,9 milhões, já considerando os novos números apresentados pela companhia referentes a 2019.

O JPMorgan cortou a recomendação para as ações do IRB de “neutro” para “underweight” (exposição abaixo da média do mercado), ainda que mantendo o preço-alvo em R$ 8, o que representa uma queda de cerca de 36% frente o fechamento de segunda-feira.

A reavaliação do JP Morgan leva em conta que, com os ajustes feitos nas demonstrações, o IRB deve ter potencialmente atingido seu melhor ano em 2019. Além disso, destaca a necessidade de melhorar a liquidez. “É improvável que o crescimento seja superior aos anos anteriores, a receita financeira não será tão favorável, dadas as baixas taxas de juros e o fluxo de notícias (positivas) se dissipará”, avaliaram os analistas. Veja mais clicando aqui. 

Na sequência, estão as ações de empresas que foram mais fortemente impactadas pelo coronavírus, caso de aéreas, CVC (CVCB3) e Embraer (EMBR3), está última ainda sofrendo o revés com o fim da joint venture com a Boeing.

As ações da Azul caíram 65,49%, enquanto as da Gol – que não ficaram entre as 5 maiores baixas – tiveram queda de 49,59%, com a forte baixa nas operações por conta da pandemia do coronavírus, fazendo com que as companhias tivessem que adotar diversas medidas para preservar o caixa.

A equipe de análise da Levante Ideias de Investimento aponta que as condições de mercado adversas para o setor aéreo podem ser consideradas sem precedentes. Eles apontam que, mesmo com uma leve melhora em maio em relação a abril e um evidente incremento na oferta e demanda de voos nas últimas semanas, a crise causada pela pandemia poderá levar a uma série de consequências sérias para o setor.

“O principal risco é a velocidade da queima de caixa durante a crise, que pode levar as companhias à insolvência sem captações de recursos em condições especiais”, destacam os analistas. Neste sentido, o setor espera por um pacote de ajuda do governo para dar mais alívio às companhias.

De qualquer forma, como ressalta a Levante, o ambiente atual leva a um cenário de bastante cautela com o setor, ressaltando o risco de uma segunda onda de contaminação da Covid-19, que levaria a medidas mais restritivas em termos de isolamento e o ritmo/formato da recuperação econômica, cuja dinâmica também está associada à propagação do coronavírus.

Em seguida, estiveram os papéis da Embraer, com baixa acumulada de 59%. Além de sofrer uma forte queda no semestre devido à demanda mais fraca por conta do coronavírus, a fabricante de jatos viu o acordo de US$ 5,2 bilhões com a Boeing ser rompido. A companhia americana alega que a brasileira “não cumpriu com as condições necessárias”, ao passo que a Embraer acusa a Boeing de rescindir indevidamente o negócio.

Em 16 de junho, a Embraer teve sua nota de crédito rebaixada para junk pela agência de rating Standard & Poor’s e a perspectiva cortada para negativa. A S&P espera queda pela metade nas entregas de jatos comerciais em 2020 e queima de caixa de cerca de US$ 800 milhões devido aos efeitos da pandemia.

Os analistas do BBI mantêm recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para os ativos, em meio ao adiamento das entregas de aeronaves e novos cancelamentos em potencial, além de uma concorrência acirrada vinda da Airbus.

Sem grandes catalisadores no curto prazo, um fator que impulsionou os ativos em sessões pontuais foram notícias – não confirmadas – de interesse estrangeiro na companhia, como da chinesa Comac e da russa Irkut, conforme a Reuters informou no final do mês de maio.

Contudo, avaliou o Bradesco BBI, se um potencial acordo avançasse, o investimento potencial deveria ser materialmente inferior à oferta de US$ 4,2 bilhões da Boeing, porque: 1) no acordo anterior com a americana, a Embraer iria complementar o portfolio da Boeing para competir com a Airbus (o que implicaria um valor maior de negociação), 2) a pandemia do Covid-19 desencadeou uma crise global nos setores aéreo e aeroespacial e 3) a Embraer terá que lutar com adiamentos recentes de pedidos de aeronaves e cancelamentos. “Portanto, o momento é mais favorável para o potencial comprador [das operações] do que para o vendedor”, apontaram os analistas na ocasião.

Na sequência, estão os papéis da CVC, com queda acumulada de 58,58% no ano, em um cenário de muitas incertezas sobre a recuperação do turismo mundial passada a pandemia.

A companhia anunciou recentemente que planeja retomar 100% das suas atividades no início de julho, o que ajudou a impulsionar a alta dos ativos no mês de junho, de 25,97%. Porém, aponta a Levante, há dúvidas no mercado sobre a velocidade de recuperação do turismo no país e da própria CVC. Isso porque a empresa passou por choques sucessivos além da pandemia, incluindo o fim das operações da Avianca Brasil, o derramamento de óleo nas praias do Nordeste em 2019, a forte desvalorização do real e a investigação na companhia para averiguar indícios de erros na contabilização. Veja mais clicando aqui. 

Complementando o pódio das cinco maiores quedas do período, estão as ações da Cia. Hering (HGTX3), com queda de 58,58%, que já tinham sido castigadas antes mesmo da pandemia do novo coronavírus, que atingiram em cheio as empresas do setor de varejo têxtil. No começo do ano, as ações já haviam caído forte após o resultado do quarto trimestre, em meio ao fraco desempenho das vendas de Natal de 2019. A pandemia veio e, com ela, um cenário ainda mais nebuloso para a empresa.

A equipe de análise do HSBC destacou em relatório que a companhia deve ser mais impactada pelo fechamento de lojas durante a quarentena, uma vez que os custos mais altos cobrarão seu preço no lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda na sigla em inglês).

“Os impactos da pandemia pegaram a empresa em um momento já difícil, em que vinha sofrendo quedas nas vendas e em sua receita, mesmo quando comparada aos competidores”, avaliou o Credit Suisse no fim de maio, logo após a divulgação dos resultados (mais uma vez fracos) do primeiro trimestre da companhia. A recomendação do banco suíço para os ativos é neutra, recomendação essa compartilhada por mais nove casas de análises. Apenas duas casas recomendam a compra da ação, enquanto quatro recomendam venda.

Confira as cinco maiores baixas do Ibovespa no semestre: 

Empresa Ticker Cotação Desempenho
IRB Brasil IRBR3 R$ 11,00 -71,76%
Azul AZUL4 R$ 20,11 -65,49%
Embraer EMBR3 R$ 8,09 -59%
CVC CVCB3 R$ 18,14 -58,58%
Cia. Hering HGTX3 R$ 14,32 -57,93%

Maiores altas 

As campeãs do Ibovespa no semestre foram as ações do setor de e-commerce. Elas chegaram a registrar expressiva queda no mês de março, com a forte aversão do mercado em meio a pandemia do coronavírus, mas conseguiram virar o jogo e registrar uma expressiva valorização.

Vale ressaltar que a segunda maior baixa do terceiro mês de 2020, quando o Ibovespa caiu quase 30%, foi a Via Varejo (VVAR3), com os investidores aproveitando a forte alta dos ativos VVAR3 até então para embolsar os lucros, ainda mais levando em conta as preocupações com o cenário para a varejista, que passa por um momento de reestruturação.

Contudo, mesmo tendo sofrido no começo da pandemia, a adaptação das companhias varejistas ao novo ambiente alçaram o setor – notoriamente o mais voltado ao e-commerce – ao posto de campeãs do semestre em termos de valorização dentro do Ibovespa.

A maior alta no período ficou para a B2W (BTOW3), com uma impressionante alta de 70,30%, com os analistas destacam as estratégias assertivas em meio a pandemia, com a colaboração da Lojas Americanas (LAME4), também em alta expressiva alta no ano (de 24,25%), em seus negócios.

O “ship from store” (compre online e receba da loja mais próxima), por exemplo, foi expandido de 300 para todas as 1.700 lojas físicas da Americanas – antes da Covid-19, a meta era que esse processo acontecesse até o final do ano. A empresa, dona de marcas como Americanas.com, Submarino e Shoptime, ainda teve iniciativas como expedição da loja e click and collect (retirada em lojas de compras feitas pela internet), que tiveram um crescimento de 85% e atingiram quase 12% do GMV.

Vale citar, por exemplo que, em abril, a B2W registrou alta de 78% no tráfego online e de 318% nos downloads do aplicativo, enquanto os pedidos subiram 83%, apesar da baixa de 10% do tíquete médio. A companhia ainda contou com parcerias importantes, como a de novos meios de pagamento com a BR Distribuidora através da Ame Digital. Antes disso, em janeiro, ela comprou o supermercado Now, e conseguiu aproveitar essa aquisição para fortalecer o seu posicionamento nos canais digitais durante a pandemia.

Em seguida, destaque para uma ação que já vem colhendo bons frutos de sua reestruturação desde 2016: trata-se de Magazine Luiza (MGLU3), que viu seus papéis subirem 50,32% na primeira metade do ano.

Após a divulgação do resultado do primeiro trimestre no final de maio, Pedro Fagundes, analista da XP Investimentos, destacou a empresa foi a que se mostrou mais preparada para enfrentar a pandemia do coronavírus. Seu e-commerce da companhia teve um crescimento do GMV (volume bruto de mercadorias) de 73% no primeiro trimestre de 2020 na comparação anual.

Formado pelo site, app, marketplace e as operações de Netshoes, Zattini, Época Cosméticos e Estante Virtual, as vendas digitais superaram o valor de R$ 4 bilhões e corresponderam a 53% das vendas totais da companhia. As vendas totais do Magalu atingiram R$ 7,7 bilhões, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos meses seguintes, houve uma aceleração ainda maior, de 138% em abril e de expressivos 203% em maio. Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, os resultados deixam o Magazine Luiza na posição de um dos vencedores da atual crise.

Vale ressaltar ainda que a companhia entrou na crise atual com uma forte posição de caixa após a emissão de ações no valor de R$ 4,7 bilhões ao fim de 2019. Contudo, ela ainda tomou medidas de disciplina de capital, tomando linhas de crédito e cortando salários de executivos e diretoria, entre outras.

Durante live promovida pela XP sobre o setor de varejo e shoppings,  Aline Cardoso, da Trafalgar Investimentos, destacou que tanto B2W quanto Magalu são bem estruturadas uma vez que, além de fortes no e-commerce, ainda se beneficiam de bons marketplaces em uma época na qual pequenos lojistas estão perdendo o medo de colocarem suas mercadorias à venda nessas plataformas.

Brunno Donadio, sócio da Equitas, por sua vez, exaltou na mesma live a Via Varejo (VVAR3), que também teve expressivos ganhos, de 37,06% no período entre janeiro e junho, ainda que tendo um desempenho percentual abaixo dos pares.

Para Donadio, apesar da alta, a ação da companhia está com múltiplos descontados em relação às concorrentes e tem uma diretoria bastante empenhada no processo de turnaround. “O portfolio de marca é muito forte e ela foi muito mal gerida por muito tempo.”

A expectativa, que era mais otimista com a nova gestão da dona das Casas Bahia e Ponto Frio, confirmou-se quando veio a prova de fogo com a pandemia do coronavírus.

A companhia reverteu o prejuízo de R$ 50 milhões do primeiro trimestre de 2019 em lucro de R$ 13 milhões em igual período de 2020. Na ocasião, Roberto Fulcherberguer, presidente da empresa, apontou ainda que, até 12 de maio, havia 12,5 milhões de usuários ativos nos aplicativos e as vendas de Dia das Mães haviam sido 10% maiores do que no ano anterior, mesmo com 80% de lojas fechadas.

Segundo o Credit Suisse, como resultado dos investimentos em tecnologia, as indicações para o crescimento online em abril “foram surpreendentes”, com o segmento de venda direta (1P) crescendo 260% na base anual, enquanto o mercado registrou um crescimento de 130% no mesmo período.

Weg e B3: as vencedoras fora do setor de varejo

Fora do setor de varejo, a terceira maior alta do Ibovespa ficou com as ações da Weg (WEGE3), que  atua nos segmentos industrial e eletrônico, energia, tintas e vernizes e motores para uso doméstico e viu seus papéis subirem 46,77%. A companhia teve um forte desempenho em meio a uma combinação de alta do dólar e bons fundamentos, como a capacidade da sua gestão e o fato de ter presença em vários países, diminuindo o peso do impacto da pandemia do coronavírus, ainda que este deva ser um ponto a ser monitorado de perto pelos investidores.

Conforme destaca o Itaú BBA, a Weg possui historicamente uma sólida posição financeira e os números do primeiro trimestre de 2020, em que a companhia viu seu lucro crescer 43%, para R$ 440 milhões, evidenciam que ela mantém sua posição líquida de caixa, com os ativos líquidos sendo mais que suficientes para cobrir o passivo circulante.

“Isso será fundamental no futuro, a fim de enfrentar outros impactos que a pandemia de coronavírus provavelmente terá nas operações da WEG. Prevemos que os efeitos serão concentrados inicialmente em uma desaceleração proveniente de produtos de ciclo de curto prazo, com produtos de ciclo mais longo sendo mais resilientes, mas estimamos que mesmo esses últimos acabem sofrendo com o impacto da pandemia em todo o mundo. Isso deve implicar pressões de margem e pode prejudicar a lucratividade”, afirmam.

Os analistas ressaltam que, à luz da incerteza que se avizinha, a empresa vem tomando várias medidas para enfrentar a crise, como reduzir e adiar investimentos de modo a economizar capital. “Por outro lado, acreditamos que sua sólida posição financeira, aliada à forte presença no Brasil e esforços contínuos no exterior, ajudarão a Weg a enfrentar os momentos difíceis”, destacam os analistas, que possuem recomendação equivalente à neutra para os ativos.

Na quinta posição entre as maiores altas estão as ações da B3 (B3SA3), que também viu os resultados do primeiro trimestre brilharem mesmo com a forte queda do Ibovespa (e até mesmo por esse motivo). No semestre, os ativos saltaram 29,27%.

A B3 registrou lucro líquido de R$ 1,02 bilhão no primeiro trimestre de 2020, alta de 69,1% frente igual período do ano passado. No release de resultados, a operadora destacou os motivos: “as incertezas geradas pela disseminação da Covid-19 durante o primeiro trimestre de 2020 provocaram intensa volatilidade nos mercados financeiros e de capitais mundiais. Nesse cenário turbulento, com aumento significativo de volume negociado nas plataformas de produtos listados e de balcão, testamos e demonstramos, sob condições extremamente adversas, a robustez de nossas plataformas tecnológicas e a solidez de nossos modelos de gerenciamento de risco como contraparte central. A gestão da B3 durante esse cenário de stress permitiu que cumpríssemos nosso papel de infraestrutura de mercado e garantindo aos clientes da B3 a realização de seus negócios com segurança”.

Se a B3 ganhou em um cenário de maior aversão ao risco, ela também pode ganhar em um ambiente de maior tranquilidade do mercado com a volta das ofertas de ações e a entrada de mais investidores na bolsa, ainda mais levando em conta os patamares historicamente baixos de juros no Brasil.

“A companhia tem um momento de lucro robusto, valuation atrativo e uma história de crescimento estrutural forte no médio e longo prazos com a migração de recursos para ações devido a um cenário de taxas de juros baixas, aumento de clientes de varejo no mercado e com a volatilidade que segue em alta”, apontou em relatório recente o Credit Suisse, que mantém a ação B3SA3 como top pick do setor financeiro.  “A B3 é a opção mais barata para aqueles dispostos a entrar na tendência da renda variável no Brasil”, complementaram ainda os analistas do banco suíço.

Complementando ainda as ações dentro do Ibovespa que subiram mais de 20%, além da Lojas Americanas, estão as da Marfrig (MRFG3), também na esteira de um resultado bastante positivo do primeiro trimestre e na esteira de um cenário positivo para as exportações de carne. Os ativos MRFG3 subiram 26,61% entre janeiro e junho deste ano. Assim, sete ações conseguiram ter alta superior a 20% no acumulado de 2020.

Uma das explicações para o seu forte desempenho no ano é de que, desde o início da pandemia de coronavírus é que suas plantas foram menos afetadas do que as de concorrentes, ainda mais nas operações dos EUA.

Adicionalmente, a empresa segue construtiva com o mercado norte-americano com uma combinação de maior oferta de gado favorecendo o crescimento do volume de processamento, manutenção da forte demanda por proteína bovina no mercado doméstico e volumes de produtos prontos para o consumo impulsionados pela quarentena, sendo que tal linha tem maior margem para a empresa. Confira mais clicando aqui. 

Confira as cinco maiores altas do Ibovespa no semestre:

Empresa Ticker Cotação Variação
B2W BTOW3 R$ 107,05 +70,30%
Magazine Luiza MGLU3 R$ 71,65 +50,32%
Weg WEGE3 R$ 50,61 +46,77%
Via Varejo VVAR3 R$ 15,31 +37,06%
B3 B3SA3 R$ 55,09 +29,27%

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