Mark Zuckerberg viu sua riqueza pessoal diminuir US$ 7,2 bilhões (o equivalente a R$ 39,4 bilhões) após diversas grandes empresas anunciarem que vão suspender seus anúncios nas redes sociais, incluindo as do grupo Facebook.

As ações da empresa de mídia social caíram 8,3% na sexta-feira, a US$ 216,08, na maior baixa em três meses, depois que a Unilever, um dos maiores anunciantes do mundo, se juntou a outras marcas no boicote a anúncios na rede social.

A queda no preço das ações eliminou US$ 56 bilhões do valor de mercado do Facebook e reduziu o patrimônio líquido de Zuckerberg para US$ 82,3 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

Isso também fez com que o CEO do Facebook caísse para o quarto lugar na posição dos mais riscos do mundo, sendo ultrapassado pelo presidente da Louis Vuitton, Bernard Arnault, que foi alçado ao posto de uma das três pessoas mais ricas, junto a Jeff Bezos e Bill Gates.

Empresas que vão desde Verizon Communications a Hershey’s comunicaram que vão parar de anunciar na plataforma em meio às críticas de que o Facebook não tem conseguido policiar suficientemente o discurso de ódio e a desinformação nas suas redes sociais.

A Coca-Cola foi mais longe e anunciou que vai interromper toda a publicidade paga em todas as plataformas de mídia social por pelo menos 30 dias, incluindo Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e Snap. James Quincey, executivo-chefe da Coca-Cola, afirmou em comunicado: “Não há lugar para racismo no mundo, e não há lugar para racismo nas redes sociais”.

A iniciativa tem como objetivo levar as companhias a atuarem mais para impedir o discurso de ódio.

“Com base na atual polarização e na eleição que teremos nos EUA, precisa haver muito mais fiscalização na área do discurso de ódio”, afirmou Luis Di Como, vice-presidente executivo de mídia global da Unilever. “Continuar anunciando nessas plataformas neste momento não acrescentaria valor às pessoas e à sociedade”, declarou ainda. A suspensão, que deve valer até o fim do ano, também afeta o Instagram.

Zuckerberg respondeu na sexta-feira (26) às críticas crescentes anunciando que a empresa está passando a rotular todas as postagens relacionadas à eleição americana com um link incentivando os usuários a olhar para o novo centro de informações aos eleitores. O Facebook também expandiu sua definição de discurso de ódio, acrescentando uma cláusula dizendo que nenhum anúncio será permitido se classificarem outro grupo demográfico como perigoso.

“Não há exceções para os políticos em nenhuma das medidas que estou anunciando aqui hoje”, disse Zuckerberg na ocasião.

A preocupação do Facebook com o boicote é grande, uma vez que a publicidade é parte de quase toda a receita da companhia. No primeiro trimestre, 98% do faturamento total vieram da publicidade, totalizando US$ 17,4 bilhões (ou R$ 95,3 bilhões).

(Com informações da Bloomberg)

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